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19.12.10

A questão do “gentleman”

por Silvio T Corrêa

Hoje quero abordar uma questão bem do cotidiano. Principalmente dos homens, mas que não são os únicos a terem problemas com a falta ou o excesso de gentileza, e isso vale para o campo pessoal e profissional.

Abrir a porta do carro para a dama entrar; estender a, famosa, capa de chuva sobre a poça, para a dama passar; acender o isqueiro ou o fósforo quando a dama queria fumar ? hoje, esse hábito está fora de moda ?; chamar para dançar e tantos outros que eram prerrogativas dos verdadeiros gentlemens, ou cavalheiros, quase desapareceram do dia-a-dia dos homens e das mulheres, exceção feita quando o homem corteja a mulher.

Mas hoje, com a gratificante emancipação das mulheres, a coisa mudou. Não é verdade?

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6.10.10

O Peão que queria ser Rei

por Pedro Miguel Miralante

Era uma vez um peão que se sentia, pelas pressões à sua volta, muito pequeno, insignificante. Internamente, porém, achava-se grande. Seu sonho era ser Rei e por causa disso, tinha o apelido de Reizinho.

Esse peão, do exército de Pedra Vermelha, sempre foi avesso aos treinamentos, apesar das constantes insistências de Fatim, o Mestre Enxadrista de Chess.

Para azar do guerreiro, ele era o Peão do Rei que, geralmente, é o primeiro a dar a cara pra bater. Além disso, por ficar na área central da arena (tabuleiro) de guerra com a nobre tarefa de auxiliar no bloqueio do adversário e no apoio aos guerreiros amigos, tem sempre uma grande chance de ser "tomado" pelo inimigo. O que ele queria mesmo era ser Peão da Torre ou Peão do Cavalo.

Por mais que Fatim procurasse explicar a importância e a missão nobre do peão, além de afirmar que um peão jamais poderia ser um rei, Reizinho estava irredutível e batia o pé, afirmando que ainda seria rei.

"Vê lá se eu vou querer ser sempre peão. Cansei de ser uma peça qualquer. Quero ser o rei, quero ser o chefe." – afirmava Reizinho para quem quisesse ouvir.

Reizinho tentava, de todas as formas, ser o Peão do Cavalo ou da Torre, pois reza que esses peões são mais difíceis de serem capturados. Cansou de pedir ao seu Rei que permitisse a troca e nunca conseguiu lograr sucesso.

Ao contrário, o Rei via no seu peão, o Reizinho, um potencial combatente, já tendo tido boas participações em vitórias. Contudo, a soberba de Reizinho não permitia que ele próprio se enxergasse dessa forma.

Em uma batalha-treino, os companheiros de Reizinho, o Peão da Rainha e o Peão do Bispo do Rei, resolveram, com o consentimento do Rei, auxiliá-lo a chegar à última linha e poder trocar de "cargo". Claro, o peão teimoso nada sabia.

Assim aconteceu. Reizinho chegou na última linha do campo de batalha e começou a gritar: “Sou rei, sou rei! Eu consegui! Sou o Rei! Agora ninguém me segura. Sou o Rei de Pedra Vermelha!”

Fatim teve uma ideia e reuniu os dois exércitos.

Todos voltaram ao campo de batalha, tomando os seus lugares.

Todo garboso, Reizinho pôs a coroa e o manto do Rei, sobrando pano para todo lado.

Após vestir-se, Reizinho, o Rei, tomou seu lugar na arena de guerra. E levou um baita susto quando olhou para o seu exército e o exército adversário!

Pela primeira vez Reizinho entendeu que a altura do Rei não era sem motivo. Ele precisa ser alto pra enxergar e comandar o seu exército.

Ao sinal de Fatim, os companheiros passavam informações, ao Reizinho, da localização de cada componente, de cada exército.

De algum ponto do campo de batalha veio a ordem: Xeque Mate!

Nos dias seguintes, Reizinho andava pensativo.

É certo que o Rei o perdoou e ele foi reintegrado ao exército, mas sua vontade de ser rei estava, agora, ainda mais forte.

Com afinco passou a participar dos treinamentos com Fatim; nos horários livres vivia enfurnado na biblioteca de Chess, estudando táticas e estratégias de guerra; estudou uma enorme variedade de aberturas, ataques e defesas executadas por Reis e enxadristas do mundo todo – Chess e Terra.

Reizinho estudou cada integrante do exército, suas funções e responsabilidades. Se tivesse outra oportunidade, ele não a deixaria escapar.

A oportunidade surgiu em uma batalha real. Entretanto, Reizinho não era o mesmo peão de outrora. Agora ele tinha o conhecimento; conhecia as responsabilidades do Rei; sabia que cada componente do exército tinha sua função.

Estropiado, derrotando cada adversário que surgia e sendo auxiliado pelos companheiros, Reizinho chegou à fronteira do campo de guerra e podia tornar-se o que desejasse.

Todos ficaram apreensivos. “Será que Reizinho vai querer, novamente, ser rei?” – era o pensamento de todos.

Da posição que estava, podia perceber que o Rei encontrava-se a ponto de ser “tombado” e a Rainha, localizada em uma posição desfavorável. Percebeu, então, que para a vitória do seu exército era necessário despojar-se de qualquer orgulho e vaidade e assumir a segunda Rainha. Dessa forma poderiam sair vencedores.

Graças ao gesto de Reizinho e o trabalho em equipe, o exército de Pedra Vermelha venceu a batalha.
__________________________________________________________

Esse conto parte do livro “Rei, Peão e CIAestá sendo publicado com a intenção de que seja avaliado.

Os contos do livro, partem de uma narrativa central, vivenciada no planeta Chess e no planeta Terra. A narrativa central e os contos tem ligação com o jogo de Xadrez, que serve como pano de fundo.

O livro é dirigido ao público infantil e jovem. Pedro Miguel Miralante é pseudônimo de Silvio T Corrêa, para os livros voltados a esse público específico.

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13.9.10

PÁSSAROS DE MARTE

por Rose de Castro

Amanheceu. Abri as janelas como de costume para ver o brilho do sol e o canto dos pássaros. Que estranho... Estava tudo tão estranho... Um dia lindo de sol e não havia pássaros pendurados ao varal, nem mesmo nos fios onde costumam ficar pendurados junto às rolinhas esperando-me com suas migalhinhas de pão.

Senti um aperto no peito. Tremor. Não havia vento. As plantas estavam paradas, silenciosas, tristes; tive a impressão de vê-las chorar.

Olhei para minha planta verde e amarela que chamo de brasileirinha (porque não sei o nome dela) encontrei-a em um lugar distante e trouxe uma muda. Em pouco tempo ela tornou-se enorme.... Nessa terra tudo dá e ele se deu também. Cresceu... Cresceu... Ficou bela e faz festa na minha retina. Na terra onde semeei desabrochou o meu amor por ela.

Passei os olhos pelas roseiras e descendo os olhos localizei uma viuvinha. Também não sei o nome deste pássaro. Seu peito é branco e suas asas são pretas. Chamam-na de viuvinha. Também não sei quem inventou.. Que importa? É linda e o contraste do preto e branco torna-na mais bela.

- Olá viuvinha! Como vai? Que faz sozinha e tão cabisbaixa?

- Você não sabe? – Perguntou-me ela.

- Não... Nada sei... Acordei agora. O que houve?
Os pássaros se foram para Marte.

- Para Marte? – espantei-me e insisti – Como aconteceu e por que isso?

- Ah... Descobriram que lá há gelo e atrás do gelo há água. Conheceram outras formas de vida que os apoiaram e alimentaram. Cantam e brincam soltos. Não sentem fome, pois há fartura. Não temem o homem, pois lá não habitam. Cantam, brincam, alimentam-se. Não precisam de mais nada... E o ar? Nossa... Que ar puro...

- E por isso foram embora? – Nada estava entendendo. Estava perplexa e indignada

- Claro amiga humana. Está impossível sobreviver neste lugar que chamam de Terra.

- Minha viuvinha amada... Que bom que você ficou... mas...me diga... Porque você resolveu ficar e não seguir seus companheiros?

- Para fazer jus ao meu nome.

Chorei. Sem meus pássaros, não me resta mais nada...

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10.9.10

Lançamento do livro O Destino de Maria, de Eliane de Freitas

o_destino_de_maria

Livro: O Destino de Maria

Autor: Eliane de Freitas

O lançamento será na Livraria Cultura, no Shopping Market Place  -- Av. Dr. Chucri Zaidan, 902 – São Paulo – SP.

Quando? Dia 11 de setembro, das 18h às 20h30min.

Como chegar? Veja aqui.

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20.8.10

Sobre o preço dos livros

por Rafael Rodrigues -- Digestivo Cultural

...
O preço de custo de um livro com cerca de 150 páginas pode chegar a ser até 5 reais, na hipótese de uma tiragem de 1000 exemplares. Sim, 5 reais. Isso depende da gráfica onde será impressa a obra, no caso de você ser um autor independente. Para as editoras, o preço de custo pode ser um pouco maior. Um título da CosacNaify, por exemplo, com certeza custaria mais que isso. Mas um pocket da L&PM pode custar bem menos. Depende muito da tiragem, do tipo de edição, do trabalho que envolveu a edição da obra. Foi feita uma nova tradução? A capa é dura? Um grande autor escreveu a orelha? Foi necessário contratar especialistas para fazer uma revisão técnica do livro, além da revisão textual? Tudo isso gera maiores gastos. Portanto, vamos trabalhar com um valor médio de 10 reais.

leia a matéria

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18.8.10

Sobre a atividade de escrever.

Postei esse texto na comunidade EAE – Escritores, Autores & Editores, no LinkedIn.

Por achar um tema importante e porque muitos que recebem o aviso pelo Twitter atuam como escritores, resolvi postar o texto por aqui.

Quem quiser acessar a comunidade, clique aqui.

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Postei a matéria do Digestivo Cultural com a entrevista com o autor Ryoki Inoue, sem antes ler a matéria. O periódico Digestivo Cultural é confiável.

Fui ler antes de deitar. Pra que?!! Quase não dormi à noite, pensando no que havia lido.

Pra quem pretende ser escritor e quer, tentar, viver disso, é uma bela pancada na moleira.

E o "pior" é que não há como discordar do que diz o Ryoke. Depois que decidir tentar ser um autor bem sucedido, você escreve ou escreve. Não existe outra saída.

Eu, particularmente, tenho a visão desse autor quanto a literatura de entretenimento. Já cheguei a comentar aqui, no "Escritores, Autores e Editores", que literatura boa, para mim, é aquela que traz prazer ao leitor.

Eu não sei em relação aos demais escritores (publicados ou não) mas eu, Silvio Corrêa, preciso encontrar uma forma de produzir e publicar os livros que escrevo. Claro que com essa visão, eu acabei fazendo um retrospecto da minha vida como escritor e quero compartilhar com vocês, esperando que vocês também compartilhem a própria experiência. Talvez possamos, assim, gerar um material que auxilie aos que agora iniciam.

Quando comecei a escrever e publicar em jornal, não pensava em ser um autor (escritor com livro publicado). Queria escrever apenas artigos e crônicas, que na época falavam sobre Qualidade Total e alguma coisa de relacionamento.

Durante muitos anos fiquei nas crônicas, artigos e contos, disponibilizando-os em jornais e, posteriormente, em sites da internet.

Minha formação, como engenheiro e analista de sistemas, me permitiu atuar como engenheiro, analista, consultor, facilitador de treinamento e professor universitário, também nas áreas de Qualidade Total e Gestão de Pessoas. Essas atividades sempre me permitiram uma boa vida. Sem luxos, mas uma boa vida. Em 2003/2004, com 48 anos, resolvi assumir a carreira de escritor.

Sabia que iria depender do apoio financeiro da Walkíria, minha esposa, para sustentar a casa. Minha reserva não era grande.

Acho que meu primeiro erro foi não alugar -- nem que fosse um quartinho -- um local para desenvolver minha nova carreira. Talvez, por não contribuir com os proventos da família, não quis contribuir com os gastos. Ainda assim, consegui escrever o "Quem Comeu minha Goiabada?".

Quem trabalha ou trabalhou em regime de home-office, tem uma família e não tem uma "secretária do lar" para limpar, passar e cozinhar, sabe que essas preocupações acabam tomando conta. Ou você deixa tudo de lado, a casa fica bagunçada, não há comida pronta e as roupas estão sempre amarrotadas, ou o senso de responsabilidade (ou "dor de corno" por estar sendo um peso "morto", já que são raros os apoios e muitas censuras ) faz com que você tome a frente e, pelo menos, arrume e cozinhe. Foi o que ocorreu comigo e ainda ocorre -- hoje menos, pois os filhos cresceram, mas ainda estão em casa.

Publicar -- papel e cola; e-book; POD ; e-readers -- é um debate muito importante, mas não posso publicar se não tiver "o que" publicar. Preciso escrever.

Eu não tenho preconceito contra nenhuma vertente literária. Seja auto-ajuda, terror, fantástica, "água com açúcar", suspense ou outro. Eu acho que é preciso produzir.

Hoje, acho que não colocaria o "Quem comeu minha goiabada?" como um e-book copyleft. Cobraria, nem que fosse R$1,00 ou R$2,00, mas faria o leitor pagar alguma coisa pelo meu trabalho.

Brasileiro -- não sei se apenas nós -- tem a mania de: "de graça, até injeção na testa". Então, baixar um e-book gratuito, mesmo que não se pretenda lê-lo, é tranquilo e acontece sempre. Por isso a discrepância tão grande entre o que meu livro baixou como e-book e quanto ele vendeu como "papel e cola".

Então, fica difícil para eu colocar o "derrière" na cadeira e pesquisar, escrever, pesquisar, escrever... No último conto -- 7 páginas no A5 -- que escrevi do livro atual, foram gastos 14 dias. É muito tempo!

Não quero debater soluções mágicas e/ou mirabolantes. Gostaria de "ver" experiências com as quais pudéssemos aprender.

Grandes abraços,

Silvio T Corrêa

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9.6.10

Atender com excelência, o diferencial para o sucesso da sua empresa

por Cadu Reis

Você entra em uma loja e começa a olhar os produtos em exposição, a sua volta duas vendedoras conversam sem a menor cerimônia e fingem que você não está dentro da loja. Mas você é persistente e não desiste, faz uma pergunta sobre um produto e a reposta vem rápida: "Não temos o produto em nossa loja", uma resposta cujo único intuito é te despachar o mais rápido possível para fora da loja. Isso já aconteceu com você? Bem-vindo ao clube!

A insatisfação é geral, as reclamações só aumentam e sua empresa não cansa de pregar o famoso discurso "O cliente em primeiro lugar", e nós sabemos que isso é uma mentira, uma falácia. O consumidor está descontente, é maltratado, não consegue entender como gasta seu dinheiro em empresas como a sua, que atende mal, que maltrata, que zomba da cara dele, enfim que faz questão de mostrar que ele é um "lixo".

E mais: o consumidor quer entender como ele gasta tanto com telefonia móvel, recebendo um tratamento inadequado? Ele quer saber por que a empresa de TV a cabo não atende com educação? Estamos à beira de um colapso, poucas empresas conseguem tratar bem seus clientes, e valorizar o que já conquistaram com o intuito de reter e fidelizar este seleto grupo de consumidores que gastam na sua empresa.

Um mau atendimento custa caro, precisamos conquistar dez novos clientes fiéis para compensar o estrago causado por um único consumidor furioso. Você já parou para pensar nisso?

O atendimento por excelência é a única maneira de você produzir resultados satisfatórios para sua empresa, aumentando o lucro e tendo uma garantia de crescimento sustentável. Uma carteira de cliente fiel e rentável custa bem menos do que a conquista de novos clientes. Sabemos que precisamos sempre de novos clientes para sustentar o aumento de lucro e até para estancar as perdas de uma parcela da carteira atual de clientes, mas temos sempre que checarmos os procedimentos, o que não está dando certo e fazer a mudança necessária para evitar perda desnecessária. Afinal perder um cliente é sempre desnecessário, basta tratar bem.

A empresa que atende com excelência e qualidade sabe: Não subestimar as queixas dos clientes; pedir desculpas quando erra; ouvir de verdade o seu cliente; solucionar rapidamente os problemas dos clientes; criar processos para facilitar a vida dos clientes e suas reclamações; mudar os processos quando algo vai errado; e mais, sabe recompensar seus clientes pelo constrangimento do mau atendimento.

O investimento em treinamento, sistemas de tecnologia, controle sobre os produtos oferecidos, é o grande diferencial das empresas que se propõe a fazer a diferença em um mundo onde o mau atendimento domina. Vale lembrar que "Atender bem" deveria ser uma obrigação e não um diferencial, mas nós sabemos que não é bem assim que funciona.

Faça a diferença na vida das pessoas, treine sua equipe, atenda bem, cresça com responsabilidade e garanta um futuro melhor para a sua empresa. Afinal não faz bem nem para o bolso, nem para o ego, estar na lista negra dos clientes. Lembre-se que hoje com a internet, um cliente furioso pode fazer um estrago enorme a imagem da sua empresa e de seus colaboradores.

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Cadu Reis exerceu cargo de gerência em empresas das áreas financeira, marketing, varejo e na indústria da moda. Atuou como empresário por 9 anos no comércio varejista e no ramo de entretenimento. Atualmente é consultor e palestrante especialista em Marketing de varejo, além de manter o blog http://consumoevarejo.wordpress.com, onde escreve sobre o marketing e as novas tendências de consumo.

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27.4.10

Comunicado: EAE no Yahoo

Grandes colegas -- por gosto, hobby ou profissão -- das letras, bom dia!

Esse comunicado é para informar que foi criado o Escritores, Autores e Editores - EAE, no tradicional Yahoo, na forma de um grupo de discussão por e-mail.

O EAE está presente no LinkedIn, no Facebook, no Twitter, no Ning, no Blogger e no Plaxo. Para cada local, houve um motivo para criar, além da rede social. Não existe pretensão de criar um novo ambiente.

Não sei se acontece com vocês, mas sinto falta da interação que ocorre na lista do Yahoo e que acho importante para a EAE.

A intenção é, também, fazer do Yahoo um espaço para catalisar e congregar os demais ambientes.

Vou, na medida do possível, enviar os convites para os participantes de todos os espaços. mas deixo abaixo o endereço da página e o endereço de e-mail para quem quiser fazer o cadastro.

http://br.groups.yahoo.com/group/escritoresautoreseeditores/

escritoresautoreseeditores-subscribe@yahoogrupos.com.br

Abraços.

Silvio T Corrêa

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23.4.10

Desencanto

por Natalia Chagas

Não sabia que ‘inda doía tanto
o findo amor que acabou em pranto.
Da esperança mais bela fiz o manto
bordado de fé e encanto,
mas para o meu espanto
nossa estória foi p’outro canto.
O canto do desencanto
do amor que nego tanto
e, no entanto dói-se em pranto!
O amor-desencanto:
Desencantou
Desencantou
E o canto da dor ecoou

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16.4.10

Fragilidade.

por Luiz França

Caríssimos leitores, confesso: sou um homem fragilizado. Explico: vivemos uma era de conflitos, de concorrência de poderes, da confrontação com o passado, de questionamentos sobre nossa superioridade, da agonia de sermos quase substituíveis - eu disse quase e é por enquanto -, de solidão e carência afetiva e até depreciação da estima.

Desde o tempo das Amazonas - e eu ainda acredito que eram mitos, mas...- "nunca antes na história deste" planeta as mulheres estiveram tão por cima, tanta autonomia de escolha e opiniões contundentes. Os homens do passado tentaram de tudo para subjulgá-as - mesmo à força -, enquadrá-las, torná-las dependentes e vulneráveis, mas aos poucos elas foram descobrindo a força que tinham e de passo em passo foram reconquistando seu espaço, seus direitos e sua liberdade. Tornaram-se competitivas e independentes. Fizeram de nós, com muita doçura e habilidade, meros expectadores de seu sucesso. Fez-nos parecer caixas de sabão em pó numa gôndola de supermecado, restando-nos a sorte de sermos escolhidos num monte de iguais.

Toda mulher é, sem dúvida, uma sereia que com seu canto e encanto leva qualquer homem ao abismo da dependência e devoção, e nós adoramos. Faz de qualquer um, do inocente ao mais experiente um gatinho que lhe massageie sovando dos pés ao ego.

Na verdade, sabíamos disso desde o começo. Somos o lado mais frágil da espécie e apenas tentávamos ocultar isso. Da pior maneira, queríamos dominar para não sofrer. Porém, tudo não passou de um blefe.

Hoje, não escolhemos: somos escolhidos. Fingimos dominar uma verdade que elas nos fazem acreditar. E vibramos. Sem elas não temos rumo, não construimos algo e nem ao menos futuro. As mulheres são como droga que entorpece, vicia e mata se as deixarmos. Mas percebo que detestam que as tratemos só com delicadeza o tempo todo. Precisam do desafio, são umas loucas. Gostam de se divertir conosco, como felinas brincando com um ratinho, antes devorá-lo. Só nos resta o amor próprio porque o orgulho já foi pro ralo faz tempo. Era tudo o que queríamos, acredite.

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24.3.10

A Cerveja na Sala de Estar

Napoleão Pataca chegou eufórico.

– Mulher! Venha ver o quadro que eu comprei!

– Napoleão, meu filho, você foi gastar dinheiro!!??

– Veja, não é uma beleza?

A mulher olhou de lado, de cima, atrás, virou a obra de cabeça pra baixo, e soltou a bomba.

– Que droga de quadro é esse?
   Duas garrafas de cerveja? E vazias?

– É a última moda. Estão até fazendo uma amostra em Madri.

– Amostra não! Mostra! Mostra, Napoleão!

Triste, ele me contou que teve que devolver o quadro.

Mas a cerveja já deveria ter status de obra de arte ou pelo menos, ser considerada de utilidade pública. Algumas louras, muito menos importantes, – nem cogito se deveriam ser consideradas de utilidade pública – já foram consideradas arte em diversos segmentos.

A cerveja é uma grande companheira. Não é pra você? Pois pra mim, ainda que não seja a amiga de todas as horas, temos um encontro semanal!

Fico imaginando o que Leonardo Da Vinci teria pintado com esse tema. A Cerva Lisa; uma mona louríssima com um sorriso meio safado. Michelangelo faria o seu Davi segurando uma tulipa com um colarinho de fazer inveja. O nosso Portinari, na tela “O Morro”, teria, com certeza, destacado uma birosca com um grupo de pagode cervejando e a mesa abarrotada de latas e garrafas.

Acabei de atender o telefone e era o Napoleão, perguntando se deveria comprar uma pintura de uma loura depravada. Desaconselhei-o, é claro.

Nessa mostra em Madri, parece que alguns artistas usaram o tema – cerveja – em obras abstratas. Vamos parar de brincadeira! Já existem diversas pinturas, famosíssimas, que poderiam fazer parte da exposição. Ainda que nessas obras não se consiga visualizar uma cerveja – nem qualquer outra coisa –, a abstração é tanta que certamente o autor deveria estar de porre.

Sendo essa mostra no Brasil e já teríamos a Bienal da Cerveja, Beer Week ou outro nome pomposo. Claro, um evento fechadíssimo e patrocinado por marcas nacionais e importadas. Fosse um evento aberto e não sobraria uma tela para contar história, alem do tumulto na entrada do evento. “Oba! Cerveja de graça!”

O Napoleão, feliz da vida e sempre querendo estar na onda, acabou comprando um abajur – a única “obra” que a esposa permitiu –, feito com uma garrafa de cerveja, dessas chiques, e colocou-o na mesinha da sala de estar. Ele jura que a garrafa é original.

Já avisei pra tomar cuidado! Tem muito falsificador de “obra de arte”, espalhado por aí, ainda mais se tratando de cerveja. Tem gente levando “oxigenada” por “loura”.

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17.3.10

Bebo porque é líquido...

por Silvio T Corrêa

De pés juntos, ele jura que o Presidente Jânio Quadros disse essa frase. Quem jura? Napoleão Pataca. Diz até que estava presente no momento.

De minha parte não digo que sim e nem que não. Fico de fora nessa.

Mas essa conversa aconteceu porque perguntei se ele, Napoleão, sabia o que é “ressomação”. Você sabe? Peguei você! E não adianta chamar o Aurélio ou o Aulete, porque eles também não sabem.

De início achei que fosse um novo método de ensinar matemática. Algo como fazer a soma 2 vezes para comprovar que o resultado está certo, ou errado. Não era.

Especulando mais, já que ninguém sabia o significado, arranquei fora o prefixo e fui atrás da “somação”. Achei! Fiquei contente, mas por pouco tempo.

“Variação morfológica não hereditária; modificação somática”, é a definição do Aurélio. – OK! Modificação do corpo! Mas por que, diabos, tem o “re”? Resolvi deixar esse imbróglio para o pessoal da etimologia.

Agora – eu, pelo menos, só soube agora – o pessoal verde inventou um modo ecológico de “descansar” o defunto. A ressomação.

Simplificando, o sujeito vira líquido. E se passar por um processo de purificação dá até pra bebê-lo.

Bem, era sólido, depois virou pó e depois virou líquido. Só falta o gasoso, que o Napoleão já disse que vai patentear com o nome de “gás harmonioso”. Portanto, quem já pensou nisso, trate de correr, pois ele já está trabalhando no invento e, diz, só falta pressurizar o vapor numa embalagem, para que a família possa guardar de recordação.

Já sei, está pensando que é gozação minha. Não é não! Entra no Google e digita: ressomação. Viu? Eu falei, não falei?

Imagino o ministro encomendando o corpo. “Terra à terra, cinza às cinzas, pó ao pó e porque não dizê-lo, também, água à água”.

Não tenho nada contra virar líquido. Ao contrário, parece ser natural, pois dizem os que conhecem, que somos compostos de 73%, um pouco mais um pouco menos, de água. Assim, imagino ser mais fácil a transformação em líquido do que em pó.

Se o corpo de um adulto carrega 45l de água, quanto será que vão devolver aos entes do extinto – nunca um sinônimo se aplicou tão bem?

Sim, porque vai ficar estranho se entregarem apenas uma garrafinha.

– Amigo, cadê o resto da minha tia?

– Só deu isso aí.

– Pode parar! Tá guardando pro banho ou pra beber?

Por enquanto eu não escolho nada. Nem pó, nem líquido e muito menos o tradicional. Napoleão já disse que assim que patentear o invento dele, faz questão que eu seja seu cliente.

Cruz-credo!

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14.3.10

O Pãozinho

por Silvio T Corrêa

Bem, começo essa crônica me transportando à minha adolescência – naquela época não tinha “aborrescência” – no Rio de Janeiro. Primeiro no Méier e depois na Tijuca.

Minha boca enche d´água ao lembrar dos pãezinhos franceses e da bisnaga. Crocante, macia e com uma bela orelha, que junto com o bico eram disputadíssimos. Aquilo era pão!

No Méier, a padaria era na Rua Coração de Maria esquina com Rua Castro Alves. Na Tijuca eram duas: uma na esquina da Rua José Higino com a Av. Conde de Bonfim e a outra, na mesma José Higino, esquina com a Rua Antônio Basílio. Claro, e a inesquecível São Sebastião na Praça Saens Peña.

Talvez digam que esqueci da Padaria Fidalda, mas sempre a tive “em alta” para os doces e salgadinhos, como a “falecida” Confeitaria Gerbô e a inigualável torta de caramelo e o risoles de queijo.

E o pãozinho careca? Que saudades! – Mas desse eu não vou nem falar pois, parece, nem no Rio existe mais.

Sempre tive o café da manhã como principal refeição. Nem tanto pelo alimento, mas pela presença de todos à mesa. Depois, era cada um para o seu lado. Mas o pãozinho francês, delicioso, sempre esteve presente e enaltecia a reunião matutina.

Aliás, pão sempre foi uma paixão minha. Tenho livros de como fazer pão, várias receitas, mas confesso que nunca “acertei” o pãozinho francês. Dizem que é por falta do spray de água que existe nos fornos industriais. Sei lá.

Portanto, eu me gabo em dizer, muito tranquilamente, que eu sei o que é um bom, belo e delicioso pão francês.

Dizem que o pão francês é português e no Rio, são raras as padarias que não são de portugueses. Em São Paulo, parece que começou com os italianos, mas os portugueses acabaram por tomar conta.

Quando vim morar em São Paulo – primeiro no interior e depois na Grande São Paulo – curti uma certa euforia por sempre ouvir falar das padarias “por aqui”. Só depois vim saber que “por aqui” também estavam os portugueses e suas padarias.

Em quinze anos vivendo no estado “locomotiva”, ainda não encontrei o pãozinho francês, com regularidade, que me desse prazer em comê-lo, saboreá-lo. Quando encontro, é porque o padeiro errou.

“Ah seu moço. Por aqui todos gostam de pão grande.” – Disseram e dizem as atendentes de padaria.

Não sei qual o prazer um comer um pãozinho francês grande, inchado, pesado, sem gosto e sem orelha. Sim, sem orelha – a chamada “assinatura do padeiro” –, só aquela superfície lisa, sem graça.

Até pensei que quando o pão passou a ser vendido por quilo, ao invés de unidade, que fosse melhorar. Nada! Parece que povo já estava viciado no pão inchado e sem graça.

O que parece, pela qualidade do pão – oco por dentro e casca quebradiça –, é que o tal do bromato continua a fazer das suas, se metendo sorrateiramente, na calada do descanso, na massa em repouso tranquilo.

As vezes, como em janeiro que passou, encontro uma padaria que deve ter instalado um sistema antibromato. O pão, em todo dia e a qualquer hora, sai do mesmo jeito. Com a mesma cara bonita, tamanho regular, apetitoso.

Encontrei em Itatiaia, uma das últimas cidades fluminenses da Dutra, antes da divisa. Não pestanejei. Comprei 30 pães e trouxe para congelar. A diferença é tão grande que mesmo depois de 4 horas de viagem, com o sol batendo forte, o pão chegou melhor do que o fresquinho, ao lado de casa.

Tenho pensado em investir numa padaria ou num forno de padaria, só para comer um pão francês que preste, ou então vou fazer como o americano e comer, apenas, pão de hambúrguer.

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6.3.10

Livro “Ferramentas digitais para jornalistas” está disponível para download. (espanhol e português)

fonte: http://www.comunique-se.com.br

A versão em português do livro “Ferramentas digitais para jornalistas”, da argentina Sandra Crucianelli, está disponível para download gratuito no site do Knight Center for Journalism. A publicação reúne o conteúdo de cursos desenvolvidos pela jornalista e serve como um manual prático sobre como usar a internet no trabalho diário.

A versão original, em espanhol, já foi baixada quase 10 mil vezes. A tradução para o português foi feita pelo jornalista Marcelo Soares, instrutor de reportagem com auxílio do computador e colaborador de diversos veículos.

O livro traz dicas de como acessar bancos de dados e documentos oficiais, obter informações em redes sociais, usar leis de acesso à informação, compartilhar vídeos e áudios, além de tratar de outros temas, como direitos de propriedade intelectual e bases de artigos acadêmicos.

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25.2.10

Aviso: Escritores, autores e editores

Oi pessoal!

Finalmente o meu livro, livrinho, pequeno livro – são apenas 80 páginas em um formato próximo ao A6 – foi lançado. Como demorou para isso acontecer!

Na verdade não era nem um sonho, no início.

Pra comemorar, vou sortear um exemplar entre os participantes da EAE – Escritores, Autores e Editores – dos canais Facebook, LinkedIn e Ning, para aqueles que se “arriscarem” a lê-lo.

Peço licença para contar a história desse livro.

Bem, ainda que não fosse um sonho no início, sabemos que quem escreve quer ter o seu texto lido e, se possível, comentado. Assim como o cozinheiro – o “chef de cousine” ou aquele que cozinha em casa – quer ter seus pratos saboreados e apreciados pelos comensais, o escritor também escreve para os leitores, pois eles são os “comedores” dos seus textos.

Em 2003, após a leitura rápida – e não poderia ser de outra forma – do “Quem mexeu no meu queijo?”, do Spencer Johnson, pensei na possibilidade de continuar àquela história. Por motivos corriqueiros, acabei iniciando o livro “Quem comeu minha goiabada? ”.

Não tendo como publicá-lo, disponibilizei como e-book, na opção copyleft e no formato Creative Commons. Não demorou e o e-book disparou, tendo ficado até o final de 2009, quando retirei do E-book Cult, na lista dos 10 mais “baixados”. Somando todos os downloads, em todos os sites, o total ficou próximo a 200 mil.

Logo após disponibilizá-lo na rede, fui procurado por uma editora de Campinas que se interessou em publicá-lo em “papel e cola”.

Para mim foi algo fantástico. Primeiro porque não tinha esperança de vê-lo em papel e segundo, pela dificuldade que sei de publicar um livro por uma editora (trabalhei na Ediouro), dado a quantidade de manuscritos que os editores recebem. A ressalva é feita quando a edição é bancada pelo autor.

clip_image002Mesmo com contrato assinado, a editora “correu” e acabou não publicando. Eu fiquei na saudade.

No final do ano passado, recebi um e-mail da Editora Ferreira, do Rio de Janeiro, querendo publicar o “goiabada” pelo selo “Ferreira Negócios”. Achei que fosse uma brincadeira. Não era!

Em janeiro passado, o livro saiu e em março já deverá estar disponível nas prateleiras das livrarias. Em modo online, já está sendo vendido.

Assim, meus caros companheiros das letras – bem ou mal traçadas –; divido com vocês essa que, para mim, está sendo uma grande alegria.

O cadastro, para os interessados no sorteio, é feito em http://silvio.correa.nom.br/home/sorteio/ . Leiam, lá, as regras do sorteio.

Só valerão os cadastros efetuados até as 24h do dia 06 de março de 2010.

Um grande abraço a todos.

Silvio T Corrêa

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